T Ó P I C O : Safra 2008/09 deverá chegar a 42,5 milhões de sacas, diz Cooxupé
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Safra 2008/09 deverá chegar a 42,5 milhões de sacas, diz Cooxupé
Autor: Sérgio Parreiras Pereira
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Último comentário neste tópico em: 29/11/2007 21:33:06
Sérgio Parreiras Pereira comentou em: 29/11/2007 21:18
Safra 2008/09 deverá chegar a 42,5 milhões de sacas, diz Cooxupé
Safra 2008/09 deverá chegar a 42,5 milhões de sacas, diz Cooxupé AgroBlog Brasil 29/11/2007 De acordo com informações da Agência Safras, a safra de café 2008/09 do sul de Minas Gerais e do Brasil não tem de forma alguma como chegar ao volume colhido em 2002/03, quando o país colheu 48,5 milhões de sacas (segundo a Conab - Companhia Nacional do Abastecimento). É o que avalia o gerente de desenvolvimento técnico da Cooxupé (Cooperativa Regional de Cafeicultores em Guaxupé), Joaquim Goulart. O mercado chega a falar que a colheita foi de mais de 50 milhões de sacas em 2002/03. Goulart indica que a safra poderá chegar ao que foi colhido em 2006/07 no Brasil (42,512 milhões de sacas - Conab), mas não atinge de jeito nenhum 2002/03. 'Estamos torcendo para que ate passe os números de 2006/07, mas está difícil', lamenta Goulart. As lavouras das áreas de atuação da Cooxupé, que envolve o sul e cerrado de Minas Gerais e parte de São Paulo, enfrentaram um longo déficit hídrico até setembro, além de outros problemas. Goulart lembra que em 2002/03 o Brasil colheu 48,5 milhões de sacas (Conab) com uma área de 2,310 milhões de hectares, e produtividade de praticamente 21 sacas por hectare. Hoje a área é menor, avalia Goulart, destaca que em 2007/08 a produção indicada é de 32,6 milhões de sacas, com área de 2,059 milhões de hectares e produtividade de 15,84 sacas/hectare. O Brasil poderia repetir o desempenho de 2006/07, tendo uma produtividade próxima de 20 sacas por hectare, mas não há como alcançar a produtividade de 21 sacas por hectare de 2002/03. 'Não houve expansão de áreas de café. Além disso, desde 2002 tivemos uma seqüência de safras abaixo do potencial, devido a condições climáticas adversas e tratos culturais piores (em função da falta de recursos dos produtores na crise de baixos preços de 2001/2005)', analisa o gerente da Cooxupé. A Cooxupé tem feito o georeferenciamento das áreas de café (por satélite) e Goulart adverte que tem se observado nos primeiros municípios avaliados que a área está inclusive dando de 10% a 15% abaixo do que e oficialmente divulgado. Já foi feito o trabalho em Guaxupé, Monte Santo, Guaranesia e Arceburgo e a avaliação terá seqüência. Nos anos de crise, muitos produtores trocaram suas áreas de café por soja, milho e cana de- acçucar, entre outras culturas, defende o gerente. 'Até produzirmos mais que em 2006/07 esta difícil com os problemas enfrentados. E o problema e que precisamos de safras médias acima de 40 milhões de sacas diante dos nossos compromissos com o consumo interno e exportações', diz Goulart. Ele coloca que as lavouras ainda vão passar por fases críticas antes da colheita em 2008 e que é temeroso se falar em números mais precisos de safra. 'Tem muita água pra passar por debaixo da ponte ainda', comenta Arnaldo de Sousa.
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Alcides Camargo comentou em: 29/11/2007 21:33
Artigo Completo - SAFRA 2008/09 PODERÁ FICAR PRÓXIMA A DE 2006/07
COOXUPÉ - SAFRA 2008/09 PODERÁ FICAR PRÓXIMA A DE 2006/07 - 28/11/2007
A safra de café 2008/09 do sul de Minas Gerais e do Brasil
não tem de forma alguma como chegar ao volume colhido em 2002/03, quando o país
colheu 48,5 milhões de sacas (segundo a Conab - Companhia Nacional do
Abastecimento). É o que avalia o gerente de desenvolvimento técnico da Cooxupé
(Cooperativa Regional de Cafeicultores em Guaxupé), Joaquim Goulart. O mercado
chega a falar que a colheita foi de mais de 50 milhões de sacas em 2002/03.
Goulart indica que a safra poderá chegar ao que foi colhido em 2006/07 no
Brasil (42,512 milhões de sacas - Conab), mas não atinge de jeito nenhum
2002/03. "Estamos torcendo para que até passe os números de 2006/07, mas está
difícil", lamenta Goulart. As lavouras das áreas de atuação da Cooxupé, que
envolve o sul e cerrado de Minas Gerais e parte de São Paulo, enfrentaram um
longo déficit hídrico até setembro, além de outros problemas.
Goulart lembra que em 2002/03 o Brasil colheu 48,5 milhões de sacas (Conab)
com uma área de 2,310 milhões de hectares, e produtividade de praticamente 21
sacas por hectare. Hoje a área é menor, avalia Goulart, destaca que em 2007/08 a
produção indicada é de 32,6 milhões de sacas, com área de 2,059 milhões de
hectares e produtividade de 15,84 sacas/hectare. O Brasil poderia repetir o
desempenho de 2006/07, tendo uma produtividade próxima de 20 sacas por hectare,
mas não há como alcançar a produtividade de 21 sacas por hectare de 2002/03.
"Não houve expansão de áreas de café. Além disso, desde 2002 tivemos uma
seqüência de safras abaixo do potencial, devido a condições climáticas adversas
e tratos culturais piores (em função da falta de recursos dos produtores na
crise de baixos preços de 2001/2005)", analisa o gerente da Cooxupé.
A Cooxupé tem feito o georeferenciamento das áreas de café (por satélite) e
Goulart adverte que tem se observado nos primeiros municípios avaliados que a
área está inclusive dando de 10% a 15% abaixo do que é oficialmente divulgado.
Já foi feito o trabalho em Guaxupé, Monte Santo, Guaranésia e Arceburgo e a
avaliação terá seqüência. Nos anos de crise, muitos produtores trocaram suas
áreas de café por soja, milho e cana-de-açúcar, entre outras culturas, defende o
gerente.
"Até produzirmos mais que em 2006/07 está difícil com os problemas
enfrentados. E o problema é que precisamos de safras médias acima de 40 milhões
de sacas diante dos nossos compromissos com o consumo interno e exportações",
diz Goulart. Ele coloca que as lavouras ainda vão passar por fases críticas
antes da colheita em 2008 e que é temeroso se falar em números mais precisos de
safra. "Tem muita água pra passar por debaixo da ponte ainda", comenta.
O gerente observa que os produtores têm reclamado muito do que estão vendo
nos cafezais. "A quebra para o próximo ano está se confirmando", aponta. Ele
indica que as floradas foram intensas depois que as chuvas vieram. "Mas flor
não é café", alerta Goulart. Caracteriza que o pegamento das floradas não foi o
esperado em função do déficit hídrico acentuado. As lavouras mostraram-se com
elevado índice de desfolha. "O produtor sabe disso. Quanto o cafezal está bem
enfolhado, a flor pega", afirma, destacando que grande parte das lavouras
tiveram desfolha devido à seca no inverno até praticamente outubro.
As regiões produtoras do sul de Minas Gerais abaixo de 900 metros, próximas
a Represa de Furnas, tiveram um déficit hídrico mais acentuado e terão maiores
perdas em relação ao potencial produtivo no próximo ano. Goulart diz que a
região de Guaxupé também fica abaixo de 1.000 metros de altitude, mas houve
chuvas com maior antecedência em setembro em relação a outras áreas e isso
ajudou no pegamento das floradas.
Entretanto, Joaquim Goulart indica que enquanto as regiões de menor
altitude sofreram mais com o déficit hídrico, as de maior altitude e que tiveram
melhor pegamento das floradas agora estão enfrentando problemas com doenças
fúngicas. Devido à ocorrência de baixas temperaturas e ventos e da falta de
disponibilidade de produto para o combate a doença (fungicida), houve condições
propícias à evolução da phoma na região de atuação da Cooxupé. "A phoma já
prejudica o potencial produtivo. É preocupante, porque atingiu as regiões mais
altas que tiveram melhor pegamento da florada", lamenta Goulart.
Mesmo que o produtor queira fazer o controle fúngico, está difícil
encontrar o fungicida no mercado, até porque agora a procura está maior com a
incidência mais forte da phoma.
Uso de insumos mostra ser difícil alcançar produção de 2002/03
Os preços atuais do café estão desestimulando um maior investimento em
tecnologia na lavoura, com uso de fertilizantes e defensivos, afirma o gerente
de desenvolvimento técnico da Cooxupé, Joaquim Goulart.
Goulart comenta que em 2007 aumentou o uso de fertilizantes e defensivos
contra o ano anterior, mas ainda é bem abaixo do que se via em 1999/00, e que
garantiu a safra grande de 2002/03.
Levantamento da Cooxupé do consumo de defensivos e fertilizantes mostra
justamente isso. Em 1999, os produtores investiram US$ 4,96 por saca em
defensivos e 42,88 quilos de fertilizantes por saca produzida. Estes índices
caíram durante a crise, de 2001 a 2004, (como mostra a tabela abaixo). Em 2006
houve nova queda depois de um ano de maior investimento em 2005. Os números de
2006 mostram um investimento de US$ 3,53 por saca em defensivos e de 31,29
quilos por saca de fertilizantes. Esses índices relativamente fracos de 2006
ainda poderão se refletir na safra que será colhida ano que vem, embora em 2007
tenha melhorado o uso de insumos (ainda sem informações fornecidas).
Veja a tabela sobre o consumo de insumos na cafeicultura brasileira:
Consumo de Insumos na Cafeicultura Brasileira
=====================================================================
Ano Produção Defensivos US$/sc Fertilizantes kg / sc
Un Sacas Benefic. US$ cash Toneladas
=====================================================================
1997 18.900.000 170.041.000,00 9,00 1.021.000 54,02
1998 33.950.000 161.867.000,00 4,77 1.117.000 32,90
1999 30.900.000 153.344.000,00 4,96 1.325.000 42,88
2000 33.100.000 122.882.000,00 3,71 1.428.000 43,14
2001 31.300.000 86.808.000,00 2,77 1.154.000 36,87
2002 48.480.000 76.300.000,00 1,57 1.291.000 26,63
2003 28.820.000 78.000.000,00 2,71 1.383.000 47,99
2004 39.270.000 105.000.000,00 2,67 1.147.000 29,21
2005 32.944.000 140.000.000,00 4,25 1.315.000 39,92
2006 42.512.000 150.000.000,00 3,53 1.330.000 31,29
=====================================================================
TOTAL 340.176.000 1.244.242.000 3,66 12.511.000 36,78
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