T Ó P I C O : FECHAMENTO: JUROS FUTUROS ZERAM PERDAS COM EXPECTATIVA PARA LEILÃO
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FECHAMENTO: JUROS FUTUROS ZERAM PERDAS COM EXPECTATIVA PARA LEILÃO
Autor: Marcello Gouvea de Oliveira
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Último comentário neste tópico em: 08/09/2008 09:14:13
Marcello Gouvea de Oliveira comentou em: 20/08/2008 17:32:18
FECHAMENTO: JUROS FUTUROS ZERAM PERDAS COM EXPECTATIVA PARA LEILÃO
São Paulo, 20 - A parte longa da curva de juros futuros apresentou uma melhora considerável nesta quarta-feira, dando
continuidade à trajetória de baixa iniciada na jornada anterior, mas devolveu no fechamento. A expectativa para o leilão títulos do
Tesouro Nacional amanhã conteve os ânimos. Na BM&F, o DI janeiro/10, com 174.345 contratos, passou de 14,60% para
14,62%. Janeiro/12 (68.620 contratos) subiu de 13,96% para 13,98%. Janeiro/09 (60.255 ativos) terminou em 13,81%, de
13,79% véspera.
Ajustes de posição e alguma cautela sustentaram as taxas em alta na abertura dos negócios hoje, mas a curva de juros logo
recuperou o equilíbrio e as taxas passaram a ceder em meio à queda do petróleo no exterior, recuou do dólar em relação ao
real e novos números benignos sobre a inflação doméstica. "O mercado rendeu-se aos humores do dia", resumiu um operador,
ponderando, contudo, que o mercado melhorou no giro, sem lote, apenas "empurrado" pelo sentimento de querer melhorar.
No noticiário externo, os players encontraram no petróleo um importante componente para pressionar a baixa nas taxas futuras.
A commodity recuou em boa parte do dia, após a divulgação de um forte crescimento dos estoques do produto nos Estados
Unidos na semana passada - 9,4 milhões de barris, de acordo com o Departamento de Energia dos EUA (DOE). Foi um
aumento mais de 11 vezes superior à previsão média de analistas. À tarde, porém, o contrato de petróleo para setembro
recuperou-se e encerrou o dia em alta de 0,39%.
Diante da fraqueza do petróleo em grande parte da jornada, e ajudado pela melhora das bolsas nos EUA, o dólar retomou a
valorização em relação ao euro, mas o movimento não foi acompanhada pelo mercado de câmbio doméstico, que manteve a
moeda norte-americana em baixa. Às 16h10, o dólar no balcão recuava 0,43%, a R$ 1,62. No exterior, o euro cedia a US$
1,4742.
Na cena doméstica, contou a favor da queda das taxas futuras dados confirmando o cenário inflacionário melhor.
A Fipe informou uma alta de 0,34% no IPC do município de São Paulo na segunda quadrissemana de agosto, abaixo da prévia
anterior (0,38%) e dentro das estimativas do AE Projeções, que iam de 0,29% a 0,39%, com mediana em 0,34%. A segunda
prévia do IGP-M de agosto, por sua vez, mostrou deflação de 0,12%, em comparação com a alta de 1,79% apurada em igual
prévia em julho e queda de 0,01% na primeira leitura de agosto. Analistas ouvidos pelo AE Projeções, esperavam uma taxa entre
-0,18% e 0,00%, com mediana em -0,10%.
No final dos negócios, contudo, os DIs zeraram as perdas. De acordo com um operador, o movimento decorreu da ausência de
prêmio e de expectativa para o leilão do Tesouro amanhã. "No mercado secundário, os prêmios estão abrindo, o que indica que
o Tesouro poderá ter que pagar prêmio maior amanhã pra colocar seus títulos", disse. De acordo com outro operador, o volume
a ser ofertado pelo Tesouro também pode pressionar as taxas, uma vez que se a instituição for agressiva pode não colocar toda
a oferta.
AE
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